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Evento lança obras editadas pela e-Manuscrito e revela as múltiplas possibilidades de abordagem histórica

A mesa-redonda que ocorreu na PUC-SP, no dia 13 de junho de 2019, com alguns dos lançamentos da e-Manuscrito Edições foi um sucesso! Entre os integrantes da mesa estavam mestres e doutores em História prestigiados em suas áreas de atuação, incluindo os autores das quatro obras lançadas com nosso selo editorial. A plateia reuniu especialistas e estudantes de diversos graus interessados em ampliar sua bagagem intelectual. Foram abordados temas variados, desde o desenvolvimento das cidades até a relação entre história e literatura. Após a mesa-redonda, teve início coquetel de confraternização e sessão de autógrafos. Confira alguns momentos:

Livros lançados no evento.

Professor Francisco Ribeiro, autor de “A missão na literatura: a redução jesuítica em A fonte de O tempo e o vento” (e-Manuscrito Edições).

Professora Gislene Alves, autora de “Nas sendas do progresso: cidade, educação e mulheres (Pindamonhangaba – 1860-1888)” (e-Manuscrito Edições).

Professor Ricardo Abdalla, autor de “Hospitalidade e lugar de memória árabe na São Paulo do século XXI” (e-Manuscrito Edições).

Professor Breno Freire, autor de “A construção da brasilidade: apontamentos histórico-musicais na trajetória e obra de Mário de Andrade” (e-Manuscrito Edições).

Professoras Maria Izilda S. de Matos, Olga Brites e Yvone Dias Avelino.

Mesa-redonda no auditório da PUC-SP.

Confraternização após o evento com sessão de autógrafos.

Sessão de autógrafos.

Sessão de autógrafos.

Sessão de autógrafos.

O discurso médico na história pautou o debate da mesa-redonda na PUC-SP e é o tema dos novos lançamentos da e-Manuscrito

Tarde animada na PUC-SP! A mesa-redonda apresentada pela Professora Yvone Dias Avelino na quinta-feira, dia 23 de agosto de 2018, e com a participação das autoras dos novos livros editados pela e-Manuscrito discutiu temas relevantes acerca do discurso médico ao longo da história.

A Professora Yvone iniciou o encontro apresentando as autoras participantes da mesa-redonda, que contaram para os alunos e convidados presentes na plateia um pouco sobre suas trajetórias acadêmicas e profissionais. Mestres/Doutoras inspiradoras e pesquisadoras talentosas, Mirtes de Moraes, Bruna dos Santos B. Pereira, Tânia Soares da Silva e Maria Izilda Santos de Matos iniciaram então a preleção sobre os temas abordados em seus livros.

Quando Mirtes de Moraes garimpou o acervo da Biblioteca da Faculdade de Medicina da USP, por ocasião da participação no projeto Delineando Corpos, ainda enquanto aluna do Lato Sensu da PUC-SP, chamou sua atenção o tema da tuberculose e os desdobramentos possíveis do estudo do discurso médico – discurso eugênico, discurso sanitarista, discurso higiênico. Leque de pesquisa que, conforme aponta, mostra-se muito atual, tendo em vista as epidemias registradas nos últimos tempos. Passou a investigar as tentativas de educar os corpos por parte de médicos e cientistas, a construção da imagem da beleza e da saúde, substituída em seguida pela imagem da doença e da pobreza, com a tuberculose ligada ao trabalhador pobre e às moradias insalubres dos bairros operários de São Paulo.

Nesse sentido, em "Imagens e Ações: representações e práticas médicas na luta contra a tuberculose (São Paulo, 1899-1930)", Mirtes analisa o complexo processo de construção das representações da tuberculose, tanto pela medicina como também por meio da literatura, poética e de imagens. Reconstitui a territorialização da tísica na cidade de São Paulo, buscando perceber os contrastes entre a urbe representada pelo progresso e modernidade e suas mazelas urbanas, sobretudo nos bairros populares onde eram detectadas manifestações crescentes da doença e que foram fruto das ações de ordenamento dos discursos médico-sanitaristas.

Segunda autora a tomar a palavra na mesa-redonda, Bruna dos Santos B. Pereira falou sobre o intuito de sua pesquisa, desnaturalizar o discurso médico, materializado no livro "Entre a loucura e a norma: mulheres internadas no Sanatório Pinel (São Paulo, 1929-1944)". Bruna se debruçou sobre prontuários médicos (disponíveis atualmente para consulta no Arquivo Público do Estado de São Paulo) de mulheres internadas no Sanatório Pinel em consequência de “desvios comportamentais”, verificando a consolidação do saber psiquiátrico e a emersão do tratamento para a dita “loucura”, observando que esse conceito pode variar conforme o contexto cultural e histórico. Em seu estudo, analisa o novo papel atribuído à mulher diante do crescimento populacional na cidade de São Paulo, trazendo como consequências progresso e perigos sociais, o discurso médico frente a posturas femininas diversas daquelas que a ciência e a cultura propunham – inteligentes demais, independentes demais, desobedientes –, bem como a criação e legitimação de doenças pelos médicos.

Quem deu continuidade ao debate sobre o discurso médico ao longo da história foi a Professora Tânia Soares da Silva, cuja obra "’Da Panacéa para Hygéa’: crianças, mulheres e famílias no discurso médico - São Paulo, 1920-1930" investiga as ações implementadas pelo médico-higienista Geraldo Horácio de Paula Souza, em particular, sua atuação no período em que esteve à frente do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo e do Instituto de Higiene de São Paulo. As propostas do Dr. Paula Souza buscavam por um “diagnóstico social” e a alteração de práticas consideradas anti-higiênicas e arcaicas, com inspiração em modelos de saúde norte-americanos, contando com o apoio da Fundação Rockefeller. Procurando historicizar as “sensibilidades” constituídas em relação à infância, a autora observa como a maternidade foi considerada um ponto estratégico para a difusão das ações de cuidado e proteção à criança, tomada enquanto meio de redenção do país. Dessa forma, a instrução feminina tornou-se essencial para a propagação do um modelo de maternidade responsável pela educação e manutenção da saúde dos filhos, ampliando as responsabilidades femininas no espaço do privado, na organização e conservação do lar higiênico e da família saudável e feliz.

Por fim, a Professora Maria Izilda Santos de Matos, autora de "Corpos e emoções: história, gênero e sensibilidades", discorreu sobre sua pesquisa envolvendo variadas fontes médicas, musicais, imagéticas e impressas (periódicos, jornais, material publicitário). Na primeira parte de sua obra, a Professora faz uma primorosa análise dos corpos femininos, suas enfermidades, passando pelas questões que envolvem a maternidade, amamentação, trabalho feminino, contracepção e maternidade consciente e maternologia. Verifica também como os médicos desejavam normatizar a família, o casamento/sexualidade e as relações entre os gêneros. Já na segunda parte do livro a autora rastreia como os valores e desejos afetivos, expectativas e frustrações foram vividos, apreendidos e compreendidos no processo de subjetivação dos sentimentos. Em uma abordagem singular no âmbito da história, a pesquisadora analisa a historicidade dos sentimentos amor/dor e sua diferenciação/especificidade no masculino e no feminino através da música, em particular do samba-canção, que falava de amores impossíveis, paixões proibidas, infidelidades, sentimentos de dor, mágoa, ciúme, culpa e vingança.

Essa é apenas uma amostra de quão rico foi o debate sediado na PUC-SP e das contribuições que esses livros trazem para a área de estudo. E o encontro não terminou por aí. Houve ainda sessão de autógrafos com os autores, além de muito bate-papo e troca de experiências. Se você perdeu a oportunidade de participar desse evento, fique de olho nas próximas datas, sempre divulgadas no Facebook da e-Manuscrito Edições (@emanuscritoedicoes). Confira alguns momentos:

Livros lançados na mesa-redonda.

Professoras Tânia Soares da Silva, Bruna dos Santos B. Pereira, Yvone Dias Avelino, Mirtes de Moraes e Maria Izilda Santos de Matos durante a mesa-redonda.

Mesa-redonda e plateia.

Confraternização e sessão de autógrafos.

Professora Maria Izilda Santos de Matos e Professor Eder Sedano, autor de outra publicação editada pela e-Manuscrito.

Professora Mirtes de Moraes.

Professora Bruna dos Santos B. Pereira.

Professora Tânia Soares da Silva e convidadas.

Mesa-redonda, lançamentos e sessão de autógrafos na PUC-SP

No dia 17 de maio de 2018 ocorreu na PUC-SP a mesa-redonda Deslocamentos, organizada por professores do Departamento de História da PUC-SP, e o lançamento de três livros editados pela e-Manuscrito:

"Deslocamentos: desafios, territórios e tensões (passado e presente nas Tecituras das Cidades", organizado por Maria Izilda Santos de Matos e Yvone Dias Avelino;

"Memórias, deslocamentos, lutas e experiências de um exilado espanhol: Pedro Brillas (1919-2016) - volume 1", de Geny Brillas Tomanik;

"Entre dois países, sonhos e ilusões: e/imigrantes bolivianos em São Paulo", de Camila Collpy Gonzalez Fernandez.

Também foi lançado no evento o livro de Leandro R. G. Fernandez, intitulado "Hospitalidade à portuguesa". O encontro começou com a mesa-redonda com apresentação das obras lançadas e debate sobre os assuntos abordados. A Professora Yvone Dias Avelino, professora titular do Departamento de História da PUC-SP e autora de um dos artigos da coletânea “Deslocamentos”, abriu o evento ressaltando a importância do tema da e/imigração e apresentando os colegas participantes do encontro.

Na sequência, a Professora Maura Pardini Bicudo Véras, professora titular da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP, sintetizou sua abordagem, na coletânea lançada, sobre os territórios e as fronteiras da alteridade na metrópole de São Paulo no século XIX e a presença de latino-americanos na cidade. O Professor Paulo Cesar Gonçalves, professor da Universidade Estadual Paulista - UNESP e autor do artigo “Presença portuguesa no Brasil: uma abordagem histórica dos conceitos de colono, imigrante e emigrante”, deu continuidade à discussão, identificando continuidades e rupturas no movimento migratório português através desses três termos analisados.

O segundo lançamento apresentado foi "Memórias, deslocamentos, lutas e experiências de um exilado espanhol: Pedro Brillas (1919-2016) - volume 1", de Geny Brillas Tomanik. O estudo da autora, iniciado no Doutorado em História Social pela PUC-SP, parte das memórias do ex-combatente da Guerra Civil Espanhola Pedro Brillas (1919-2006), seu pai, para empreender um diálogo construtivo com a historiografia, investigando diários, anotações, cartas, fotos e outras ricas fontes herdadas do protagonista dessa obra.

O evento ainda contou com a participação da Professora Camila Collpy Gonzalez Fernandez, autora do livro "Entre dois países, sonhos e ilusões: e/imigrantes bolivianos em São Paulo", baseado na sua tese de doutorado. Camila estuda trajetórias de e/imigrantes bolivianos em São Paulo no período de 1980 a 2000 e apoia-se nos estudos da História Social e Cultural para trazer contribuições sobre esses fluxos. Nesse debate ela falou sobre expectativas, sonhos, estratégias, redes e processos de inserção dos bolivianos na sociedade paulistana.

Para finalizar as apresentações, Leandro R. G. Fernandez foi chamado ao microfone para comentar sua obra "Hospitalidade à portuguesa", que focaliza a história da Casa de Portugal de São Paulo e suas trajetórias identitárias.

No encerramento da mesa-redonda, a Professora Yvone Dias Avelino, professora prestigiada e com vasta produção acadêmica na área de História, em fala repleta de conhecimento e carisma, realizou uma síntese dos temas debatidos e abriu o debate aos convidados do evento.

O encontro teve ainda sessão de autógrafos com os autores e confraternização com direito a muito bate-papo e troca de experiências.
Confira alguns momentos:

Livros lançados no evento editados pela e-Manuscrito.

Mesa-redonda Deslocamentos com autores dos livros: Prof. Dr. Paulo Cesar Gonçalves, Prof. Dr. Leandro R. G. Fernandez, Profa. Livre-docente Maura Pardini Bicudo Véras, Profa. Dra. Yvone Dias Avelino, Prof. Dra. Camila Collpy Gonzalez Fernandez e Profa. Dra. Geny Brillas Tomanik.

Mesa-redonda e convidados.

Sessão de autógrafos: autora Camila Collpy Gonzalez e Profa. Dra. Arlete Assumpção Monteiro.

Autora Camila Collpy Gonzalez e Profa. Dra. Yvone Dias Avelino, também autora de um dos artigos da coletânea “Deslocamentos”.

Autora Geny Brillas Tomanik e Profa. Dra. Maria Aparecida Macedo Pascal.

Profa. Dra. Maria Aparecida Macedo Pascal e Profa. Livre-Docente Maria Izilda Santos de Matos, que organiza a coletânea “Deslocamentos” ao lado da Profa. Dra. Yvone Dias Avelino e assina um dos artigos da obra.

Elton Bruno Ferreira, historiador nascido no interior de SP, lança e-book sobre as Sonoridades caipiras na cidade

No início do século 20 a cidade de São Paulo fervilhava, reunia diferentes culturas e possibilitava o encontro entre o rural e o urbano. O historiador Elton Bruno Ferreira, em Sonoridades caipiras na cidade: A produção de Cornélio Pires (1929-1930), editado pela e-Manuscrito Edições, discute sobre a cultura caipira e as questões/tensões entre o campo e a cidade por meio de uma valiosa interpretação da produção de Cornélio Pires, seus causos e canções.

Elton Bruno Ferreira, exímio conhecedor do ofício de historiador, é Doutorando em História pela PUC-SP, Mestre em História pela mesma universidade e possui especialização em História, Sociedade e Cultura. É Professor de História e estuda temas como a cultura caipira, a produção discursiva da música e da literatura e cotidiano rural versus cotidiano urbano.

Nesse e-book o autor propõe “um mergulho em construções da cultura caipira através não só da maneira como Cornélio Pires as apresentava, mas de suas próprias interpretações nas gravações musicais, [...] uma reflexão sobre uma camada da sociedade que, se não fosse o uso de documentos não oficiais, dificilmente poderia ser contemplada por meio de suas expressões, sentimentos e representações”, citando suas palavras.

Antes de começar essa viagem pelo tempo e pelos interiores, vale conferir o bate-papo com o autor sobre esse lançamento. O historiador contou para o editor da e-Manuscrito detalhes do seu livro: “A pesquisa que norteia essa obra está direcionada no sentido de perceber, dentro daquele contexto, de que forma a música caipira, acompanhando um movimento de expansão urbana, se adaptou à cidade. Busca-se problematizar, dessa forma, a cultura caipira e seu processo de transformação, acompanhando o mosaico sonoro do qual era composta a cidade de São Paulo. De certa forma, a representação do caipira por meio das sonoridades servia como uma resistência às transformações pelas quais passavam a sociedade. As histórias contadas nas narrações criavam um cenário que incluía, obrigatoriamente, o caipira na seara da história”.

Questionado sobre como se deu a escolha pela produção de Cornélio Pires para subsidiar a abordagem, Elton ressalta que “Cornélio Pires foi um proeminente agente cultural. Pautou boa parte da sua produção buscando representações do caipira, que culminaram na gravação dos ‘Discos Caipiras’ entre 1929 e 1930, pela gravadora Columbia. Pelo fato de ter aberto caminho ao que passou a ser considerado como música sertaneja, levando os primeiros caipiras para São Paulo a fim de gravar ‘modas de viola’, Cornélio e o seu trabalho despontaram como um objeto de pesquisa intrigante para se entender como se pensava o caipira e as tensões em torno das suas representações nas primeiras décadas do século XX”.

Aos pesquisadores interessados em investigar “documentos não oficiais”, como as modas e os causos caipiras, o autor recomenda “que sigam os mais diversos tipos de vestígios deixados pela humanidade, de acordo com os interesses que se coloquem em pauta. Os documentos não oficiais trazem uma riqueza de histórias a serem reconstituídas, que são impossíveis de captar de outra forma. Entretanto, é importante pautar-se por uma metodologia de pesquisa séria, que tenha compromisso com a busca constante pela aproximação com o período, para que não se faça história de picuinhas e sensacionalismos sem os devidos cuidados com a ética historiográfica”, completa o historiador. 

Abordagem valiosa para interessados no debate sobre migração caipira, essa obra pode ser adquirida nas principais livrarias virtuais e acessada no seu notebook, tablet ou celular de modo prático e dinâmico!

Sonoridades caipiras na cidade: A produção de Cornélio Pires (1929-1930)
Elton Bruno Ferreira
e-Manuscrito Edições
2017

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A historiadora Geny Brillas Tomanik parte das experiências de “uma pessoa comum” para abordar aspectos da Guerra Civil Espanhola e La Retirada

Em Memórias, deslocamentos, lutas e experiências de um exilado espanhol: Pedro Brillas (1919-2006) - Volume 1, a autora Geny Brillas Tomanik, filha do ex-combatente da Guerra Civil Espanhola e autobiógrafo Pedro Brillas, “enfrenta o desafio de entrecruzar a análise histórica com as questões da memória, deslocamentos e subjetividades”, conforme descreve a prestigiada historiadora Maria Izilda Santos de Matos, que assina o prefácio da obra. A pesquisa tem “como fio condutor os escritos autobiográficos de Pedro Brillas (construídos e reconstruídos ao longo de sua vida), um precioso conjunto documental composto de cartas, diários, memórias, cadernos, cadernetas, apontamentos, cartões, fotos e pequenos objetos de recordação. A esse rico acervo foram acrescentadas outras fontes pesquisadas em arquivos brasileiros e espanhóis, agregando-se também histórias de vida, recuperadas pela História Oral”.

Geny Brillas Tomanik é Doutora em História Social pela PUC-SP e Mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi-Morumbi (SP).

Nesse e-book Geny propõe ao leitor um diálogo entre os relatos do combatente republicano – posteriormente exilado político na França – e a historiografia sobre a Guerra Civil Espanhola e La Retirada, “em uma leitura envolvente, fundamentada na extensa investigação e erudição da autora, que usa toda a sua sensibilidade de pesquisadora e narradora”, completa a Professora Maria Izilda.

Em conversa com o editor da e-Manuscrito Edições, a autora define em linhas gerais seu livro, afirmando que “analisa, sobretudo sob a perspectiva de um ex-combatente, as experiências, subjetividades e trajetórias da Guerra Civil Espanhola, porém não restritas a um indivíduo, pois contempla questões de fórum íntimo, público e coletivo comuns a milhares de espanhóis antifranquistas. Por intermédio da autobiografia de Pedro Brillas foi possível estabelecer um diálogo vívido e rico com a historiografia contemporânea” .

Questionada sobre qual recomendação daria para pesquisadores interessados em investigar os denominados “escritos ordinários”, ou a “escrita de si”, Geny ressalta que “o pesquisador deve atentar para manter um distanciamento crítico para que possa analisá-los com coerência acadêmica – mesmo que haja laços afetivos com o(a) autor(a) desses textos –, além, claro, de mantê-los na íntegra, com erros ortográficos, figuras de linguagem coloquiais, mistura de expressões estrangeiras, fora da norma culta do idioma, para preservar a sua fidedignidade.  Ademais, deve-se evitar juízo de valor, fundamental na pesquisa científica”.

Com um acervo tão rico em suas mãos, já está prevista a publicação do segundo volume do estudo de Geny, fundamentado em sua tese de doutorado defendida na PUC/SP. “No Volume 2 serão rastreados os inúmeros deslocamentos, lutas e experiências de Pedro Brillas no exílio, entre a França, a Alemanha e o Brasil”, adianta a autora. Segundo ela, nessa fase seu pai “lançou mão de estratégias para superar adversidades e na busca de segurança para exercer a cidadania livremente, sem represálias pelo seu protagonismo na Guerra Civil Espanhola, o que foi possível no país, quando finalmente assumiu as rédeas da sua vida”.

Leitura indispensável para estudiosos do tema e interessados em examinar as experiências da guerra e o cotidiano nos campos de batalha, essa obra pode ser adquirida nas principais livrarias virtuais e acessada no seu notebook, tablet ou celular de modo prático e dinâmico!

Memórias, deslocamentos, lutas e experiências de um exilado espanhol: Pedro Brillas (1919-2006) - Volume 1
Geny Brillas Tomanik
e-Manuscrito Edições
2017

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O historiador e filósofo Felipe Beltran Katz percorre caminhos históricos pouco explorados em O Iconostasis Paulistano

Felipe Beltran Katz debruça-se sobre a diversidade do cristianismo oriental paulistano no e-book O Iconostasis paulistano - Igrejas Orientais em São Paulo: Mediação da Multiplicidade – 1950-2011, editado pela e-Manuscrito Edições, estudando as mediações entre as Igrejas Orientais e as comunidades imigrantes inseridas nesse contexto (armênios, gregos, ucranianos, russos). Em seu texto emerge um “Iconostasis paulistano” pleno de significados, metáfora elaborada pelo autor para se referir à “mediação entre dois mundos, entre a Igreja e o fiel”, e às relações dessas Igrejas na cidade de São Paulo.

Felipe Beltran Katz é Doutorando em Filosofia na PUC-SP e Mestre em História Social pela mesma universidade. Atualmente é Professor do Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal-SP (UNIPINHAL), ministrando aulas nos cursos de Administração, Direito, Educação Física, Pedagogia e Letras. Coordenador do curso de Letras da mesma instituição. Estuda temas como religiosidades, cultura, tradição e imigração em São Paulo, entre outros.

Nesse e-book o autor propõe uma análise histórica envolvendo as questões complexas dos deslocamentos, das tradições e das religiosidades. A pesquisa cautelosa identifica doze Igrejas Orientais na cidade de São Paulo (Igrejas Ortodoxas Calcedonianas, Igrejas Ortodoxas não Calcedonianas e Igrejas Católicas Orientais) e analisa as mediações dessas instituições entre as sociedades de origem e de acolhimento, revelando suas ações para manter as tradições e a unidade dos grupos.

Em conversa com o editor da e-Manuscrito, Felipe explica a metáfora do “Iconostasis paulistano”: “O iconostasis é o ponto de intersecção na Divina Liturgia, a missa cristã oriental, atrás do iconostasis está o nicho onde o padre faz a leitura do texto sagrado, na frente estão os fiéis. Assim sendo, o iconostasis é uma fronteira entre o mundo, a tradição e as contingências do dia a dia. De certa forma ele simboliza o equilíbrio que as Igrejas Orientais procuram manter entre a preservação das identidades e de ritos específicos e as questões cotidianas do lugar em que estão inseridas. Portanto, o ‘iconostasis paulistano’ refere-se ao esforço dessas Igrejas de balancear suas tradições, ditas originárias, com as problemáticas de sua experiência na megalópole.”

Acerca da contribuição dessa obra para o debate sobre a imigração de grupos cristãos para São Paulo, o historiador ressalta dois aspectos: “Primeiramente a obra tem o mérito de apresentar, sucintamente, algumas correntes de imigrantes pouco debatidas, mas que estão presentes na cidade de São Paulo, o caso de gregos e eslavos seriam os exemplos mais destacados. Outro aspecto em que acho que o trabalho pode contribuir é com a divulgação da diversidade do cristianismo encontrado na cidade, além de apresentar a própria diversidade do cristianismo oriental. Muitas pessoas se surpreendem com o fato de que uma parte considerável das Igrejas Orientais encontradas em São Paulo não é de origem grega ou russa, mas árabe.”

Questionado sobre as principais percepções possibilitadas pelos depoimentos orais colhidos, “elemento fundamental para a elaboração da pesquisa”, o autor revela que com eles conseguiu definir “[...] muitas das questões que seriam debatidas no trabalho: qual a experiência histórica dos grupos imigrantes associados às Igrejas estudadas, a diversidade do cristianismo oriental encontrado em São Paulo, as relações entre essas Igrejas e as demais versões do cristianismo na cidade e, principalmente, as suas questão cotidianas mais latentes, as suas aspirações e problemáticas atuais no esforço de manter o equilíbrio entre as tradições necessárias a essas Igrejas e a contingência mundana da metrópole paulistana”.

A obra de Felipe Beltran Katz, que chega para enriquecer a discussão historiográfica sobre a imigração de grupos cristãos e a presença das Igrejas Orientais em São Paulo, pode ser adquirida nas principais livrarias virtuais e acessada no seu notebook, tablet ou celular de modo prático e dinâmico!

O Iconostasis paulistano - Igrejas Orientais em São Paulo: mediação da multiplicidade - 1950-2011
Felipe Beltran Katz
e-Manuscrito Edições
2017

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